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Brasília, DF, 22 de abril de 2006, 8h03min.
Por Paulo França (*)

Conteúdo divulgado de forma simultânea no Soeconomia e no Negócio Rural
A economia do Brasil deverá crescer
3,5% este ano e repetir o índice em 2007, prevê o Fundo Monetário Internacional
(FMI). No relatório Panorama Econômico Mundial, divulgado hoje (19), o país
fica novamente abaixo da média mundial, prevista em 4,9% para 2006 e 4,7% para 2007. A previsão brasileira
também é menor que a média dos países em desenvolvimento, prevista para ficar
em 6,9%. A China deve crescer 9,5% este ano, a Índia, 7,3%, e o continente
africano, 5,7%.Se essa previsão se concretizar,
manterá o quadro dos últimos anos. Em 2004, o Brasil cresceu abaixo da média
mundial: 4,9%, contra 5,3%. Em 2005, o fato se repetiu. A economia mundial
cresceu 4,8%, e o Brasil ficou com 2,3%. Em comparação com o crescimento de
outros países em desenvolvimento, o Brasil também teve índices mais baixos. A
China, em 2004 e 2005, teve crescimento econômico de 10,1% e 9,9%. A Índia
cresceu, nesses períodos, 8,1% e 8,3%.
Diminuição da taxa de juros influenciará uma recuperação de investimentos
"Sinais recentes mostram
aumento de atividade (econômica), especialmente no varejo e na produção
industrial, e espera-se que o crescimento aumente em 2006, quando a diminuição
na taxa de juros influenciará uma recuperação de investimentos", diz o
texto do relatório. "Com pressões inflacionárias moderadas, existe espaço
para continuar a diminuição das taxas de juros iniciada em setembro de
2005".
O documento recomenda ainda que,
"para continuar o progresso feito na redução da dívida pública, será
importante resistir às pressões de acomodação fiscal e manter altas taxas de
superávit primário". Além disso, sugere "esforços" para melhorar
a qualidade da política fiscal.
Análise da Equipe do
Portal Soeconomia
A previsão de crescimento para o
Brasil, de acordo com a estimativa do Fundo Monetário Nacional (FMI), já está
defasada. O economista-chefe do maior banco privado do Brasil, Octávio de
Barros do Bradesco, já aponta para um crescimento de 4% em 2006. O Brasil podia
estar crescendo com o mesmo vigor da China e da Índia, se o Congresso Nacional
tivesse se concentrado na votação das reformas necessárias (Tributária, Trabalhista,
Política e votação da Lei das Pequenas Empresas), ao invés das confusões que
provocaram as Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs). O Congresso Nacional
do Brasil passou a ser uma instituição investigativa e depois de ser um órgão
legislativo.
(*) Paulo França é consultor em economia,
captação de recursos, investimento e financiamento; conferencista; editor-chefe
do Soeconomia e autor do Livro Captação de Recursos para Projetos e Empreendimentos,
publicado pela Editora Senac-DF. Fale com o colunista pelo e-mail paulofranca@brturbo.com.br.
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