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Brasília, DF, 04
de março de 2006, 7h35min.
(*) Por Paulo França
A Síntese da Economia
Leia Agora os Principais Destaques de Hoje do Soeconomia:
GOL reedita promoção
"Viaje por 50 Reais", porém, na prática, não é possível comprar as passagens
Artigo Especial sobre Propriedade
intelectual e Pequenas Empresas
O Programa Latino
América RTV agora é exibido na tv a cabo: NET e TVA para
Curitiba e região metropolitana
I) GOL reedita promoção
"Viaje por 50 Reais", porém, na prática, não é possível comprar as passagens
A equipe do
Soeconomia tentou ingressar no campo da promoção, no site da GOL durante a madrugada, mas depois de várias
tentativas só conseguiu ler a seguinte mensagem:
COMUNICADO
GOL LINHAS AÉREAS
Por favor, faça
um novo acesso dentro de alguns minutos.
Um dispositivo de segurança impede que mais usuários
estejam conectados neste momento.
Todavia na manhã do sábado (4/03) foi possível comprar um trecho aéreo por R$ 50,00.
Passagens podem ser parceladas no cartão de crédito e são válidas até o
final de maio
A GOL Linhas
Aéreas Inteligentes, companhia aérea brasileira de baixo custo, baixa tarifa, lança
a segunda edição da promoção Viaje por 50 reais. Das 22 horas de
sexta-feira (3 de março) às 6 horas de segunda-feira (6 de março), a GOL
oferece vôos para diversos destinos por apenas 50 reais - uma das maiores ações
promocionais da história da Companhia. A promoção prosseguirá nos demais fins
de semana do mês de março, sempre das 22h da sexta-feira às 6h da
segunda-feira. O número de assentos promocionais é limitado.
A compra das passagens
a 50 reais será realizada exclusivamente pela Internet. Para isso, a GOL
ampliou a capacidade do seu website para permitir um maior número de acessos
sem problemas para os usuários. A quantidade de servidores foi triplicada,
permitindo maior número de visitas simultâneas e ampliando a capacidade de
consultas. Além disso, uma equipe de técnicos trabalhará em regime de plantão
durante todo o fim de semana para a manutenção do bom funcionamento do website da Companhia.
A promoção Viaje
por 50 reais reforça o principal objetivo GOL: a popularização do transporte
aéreo no Brasil. "O consumidor brasileiro será o principal beneficiado com a
reedição da promoção e terá acesso a tarifas aéreas ainda mais acessíveis.
Cerca de 10% dos nossos passageiros - 3,8 milhões de pessoas - viajaram de
avião pela primeira vez. Queremos aumentar significativamente esse percentual",
afirma Tarcísio Gargioni, vice-presidente de Marketing e Serviços da GOL Linhas
Aéreas Inteligentes.
As passagens devem
ser compradas exclusivamente no site da GOL (www.voegol.com.br). Para ter direito à
promoção, os passageiros devem comprar trechos de ida e volta, além de
permanecer, no mínimo, duas noites no destino. A promoção é válida para
passagens aéreas do período de 5 de março a 31 de maio, e os trechos ofertados
podem ser trocados a cada fim de semana. Dependendo do valor da compra, o
parcelamento poderá ser realizado em até seis vezes sem juros no cartão de
crédito. O regulamento completo da promoção será disponibilizado no website da
GOL.
Sobre
GOL Linhas Aéreas Inteligentes
A GOL Linhas
Aéreas Inteligentes, empresa brasileira regular a operar no conceito baixo
custo, baixa tarifa, iniciou as operações em 15 de janeiro de 2001 com objetivo
de proporcionar vôos com preços acessíveis para uma parcela maior da população
brasileira. Com uma estrutura de custos enxuta, baseada em três pilares que
privilegiam a alta tecnologia, padronização da frota e motivação da equipe, a
GOL consegue oferecer preços mais baratos que as empresas
tradicionais.
Quando seu
primeiro vôo decolou, a Companhia contava com seis aeronaves. Hoje opera
com 43 aviões Boeing 737 em mais de 440 vôos diários para 49
destinos, sendo seis no exterior (América do Sul). A companhia já transportou
mais de 38 milhões de passageiros, sendo que 10% deles viajavam de avião
pela primeira vez. As cidades atendidas pela empresa são: São Paulo -
aeroportos de Congonhas e Guarulhos (Cumbica) - Campinas, Ribeirão Preto e Rio
Preto (SP); Rio de Janeiro (RJ) - aeroportos do Galeão e Santos Dumont; Belo
Horizonte - aeroportos de Pampulha e Confins - e Uberlândia (MG);
Vitória (ES); Porto Alegre e Caxias do Sul (RS); Florianópolis, Navegantes e
Joinville (SC); Brasília (DF); Campo Grande (MS); Cuiabá (MT); Salvador e Porto
Seguro (BA); Recife e Petrolina (PE); Fortaleza (CE); Belém (PA); Manaus
(AM); Navegantes (SC); Maringá, Curitiba, Foz do Iguaçu e Londrina (PR);
Goiânia (GO); Macapá (AP); Natal (RN); Maceió (AL); Palmas (TO); São Luís (MA);
Rio Branco (AC); Porto Velho (RO); Teresina (PI); Aracajú (SE); João Pessoa e
Campina Grande (PB); Boa Vista (RO); Buenos Aires, Córdoba e Rosário (AR);
Santa Cruz de la Sierra
(BO); Montevidéu (UY); Assunção (PY).
Fonte: MVL Comunicação.
II) Propriedade
intelectual e Pequenas Empresas
Por (**) Renato
Martins
Conta-se que um
dos mais bem sucedidos casos de empreendedorismo é dado por um jovem norte
americano. Trabalhava ele numa grande empresa de informática, na área de
desenvolvimento de programas. A empresa para a qual o jovem trabalhava estava
desenvolvendo um projeto que, em seu parecer, era capaz de revolucionar o mundo
da informática, ao transformar o computador num desktop, uma mesa de
escritório. Partindo deste trabalho de aperfeiçoamento ao qual ele próprio se
dedicava, junto à empresa onde trabalhava, aquele jovem desenvolveu algo
verdadeiramente novo. E da garagem de sua casa, junto com um amigo. Criou um
sistema operacional que aproveitaria as idéias facilitadoras, ligadas às
interfaces gráficas, às quais vinha se dedicando, agregando-as às antigas
telinhas pretas e verdes dos sistemas IBM. Esse programa foi um verdadeiro
sucesso e, hoje, é utilizado em mais de 90% dos computadores pessoais de todo o
globo, por mais que alguns até hoje a
estratégia tenha sido considerada um "roubo".
Claro, a essa
altura, já é possível identificar que os amigos da nossa estória são Paul Allen
e Bill Gates. Que a empresa para a qual Bill Gates trabalhava era ninguém menos
do que a Apple, de Steve Jobs, que criou o revolucionário Macintosh, nos anos
de 1980. E que foi derrubado pelo "programinha" criado por Gates, livre das
amarras de um único computador onde pudesse funcionar. Esse pequeno software,
criado na garagem de uma casa, é o hoje obsoleto Windows 3. O vovô do Windows XP
que quase todo mundo usa em seu computador, que à época pôs em marcha a
verdadeira revolução. Podemos dizer, sem medo de se equivocar, que se não fosse
o gênio criativo de Gates e Allen, provavelmente essas linhas não estariam
sendo escritas num pequeno "laptop", mas sim numa Olivetti barulhenta - gerando
inclusive a necessidade de se aplicar o retoque ao texto, nesse pequeno período
digitado, no mínimo uma dúzia de vezes. Talvez essas linhas jamais pudessem ser
transmitidas ou lidas na internet, essa sim, responsável por uma alteração
profunda no nosso próprio conceito de sociedade. Talvez jamais pudéssemos
imaginar o amplo desenvolvimento das telecomunicações, a agilidade na
realização dos negócios, as facilidades do mundo moderno... Tudo isso, a partir
de uma idéia nascida e gestada no fundo de uma garagem.
Mas o que queremos
destacar desta fantástica estória de empreendedorismo é o aspecto relacionado à
chamada "propriedade imaterial", fundamental para sua ocorrência. Primeiramente,
é preciso que conceituemos que o termo "propriedade imaterial" abrange todo o
ativo não físico da empresa ou do indivíduo - incluindo, principalmente, as
marcas, as patentes, os desenhos industriais, e as criações intelectuais
protegidas pelos direitos de autor. Incluídas nessas últimas, os softwares. Um
dos grandes trunfos de Gates foi saber utilizar sua criação como propriedade. Os
sistemas Macintosh eram fantásticos, mas só rodavam nos computadores da Apple. Ora,
nem todos gostavam daquelas máquinas - o IBM já era considerado "o computador
do momento". Gates "virtualizou" sua propriedade: seu programa poderia rodar em
qualquer plataforma, principalmente, podendo substituir o velho DOS.
A partir disso,
fundamentou a criação de sua nova empresa sob uma base industrial mínima, e com
uma rede de distribuição extremamente leve, barata, e pouco sujeita a percalços
vários. Garantiu a extensão da vida de seu produto através de reformas
constantes, e presentes até hoje. Construiu, assim, a imagem que aparece ao
lado da de Bono Vox, vocalista do U2, como homem do ano na revista Time
Magazine de Dezembro de 2.005. E aí,
aliás, uma coincidência entre essas duas grandes personalidades: se ambos não
tivessem garantido para si todos os direitos incidentes sobre suas criações,
músicas ou programas de computador, dificilmente teriam atingido o sucesso que
alcançaram. Sinal dos tempos.
Não são poucos os
pequenos empresários que, sem perceber, podem seguir a trilha de sucesso do
case Microsoft. É bem verdade que nem todo dia nascem tantos gênios capazes de
criar um artifício responsável por causar uma revolução no funcionamento de
toda uma sociedade. Por outro lado, não são poucos os que, com uma grande idéia
na cabeça, nem imaginam que, a partir do momento em que ela é colocada no
papel, ou materializada num invento, pode ser copiada livremente por qualquer
gigante da indústria mais antenado. Pessoalmente, conhecemos um pequeno
empreendedor, que baseou seu negócio num novo artefato capaz de revelar quando
os alimentos já estavam cozidos e prontos para o consumo. Seu invento, porém,
jamais foi registrado por ele mesmo, a despeito de amplamente divulgado, quando
em fase de testes. Não por acaso, os negócios desmancharam quando uma grande
empresa lançou um modelo similar no mercado, a preços muito menores e, claro,
somente após haver patenteado a maquineta criada pelo empresário. Quem duvida,
é só dar uma olhada nos perus e aves similares vendidos na época próxima das
festas de fim de ano.
É fundamental que
o pequeno e médio empresário, ao menos, procure saber se não há nenhuma forma
de proteção de propriedade intelectual possível para sua empresa. Ela é tão ou
mais importante, muitas vezes, do ponto de vista econômico-patrimonial, do que
o próprio estabelecimento com seus pertences.
Um nome comercial
sempre pode se transformar em uma marca ou logomarca, tanto quanto o nome
atribuído a um produto ou serviço qualquer. Nada impede que um pequeno ou
grande concorrente identifique o potencial daquele nome ou desenho, procure nas
bases do INPI para verificar seu registro e, constatando sua ausência, decida
tomá-lo para si, ou utilizá-lo para criar uma cópia. Por outro lado, esse mesmo
nome escolhido pelo empresário para sua
empresa ou para seu produto pode apresentar colidências com um outro similar, no
mesmo ramo de atuação mercadológica, e portanto, forçar o empresário a mudar
toda sua forma de identificação perante a mercado consumidor. Os custos diretos
e indiretos envolvidos numa alteração desse quilate são muito maiores do que os
decorrentes de um eventual estudo de viabilidade e registro dessas marcas e
logomarcas, verdadeiras "carteiras de identificação" da empresa perante seu
público alvo.
Por outro lado,
uma nova técnica, um novo artefato, uma forma diferente de conduzir um processo
tecnológico já existente, podem, em alguns casos, gerar amplos benefícios. Pode
parecer ufanista, mas mesmo as multinacionais reconhecem que os colaboradores
brasileiros destacam-se por sua criatividade na realização do trabalho. E
quantas vezes essa criatividade não é utilizada para gerar lucros exatamente
para essas multinacionais? Houvesse mais cuidado por parte das universidades, e
uma atenção maior do empresário para esse detalhe fundamental, e certamente
tais inventos tornar-se-iam patentes, que poderiam gerar muito maiores lucros a
seus inventores.
Quanto aos
softwares, parece desnecessário demonstrar a importância dos mesmos para o
negócio. Com a popularização cada vez maior dos computadores pessoais, e dos
cursos de formação de técnicos capazes de desenvolver os programas, tudo isso
aliado à indigitada criatividade natural do brasileiro, cria um vasto campo
apto à incidência da proteção específica da lei. Os programas de computador têm
resguardo híbrido no país, ligado primordialmente aos direitos de autor. E, sem
dúvida, a experiência mostra que é viável fundamentar um negócio sob um
programa de computador desenvolvido previamente.
Para isso, porém,
muito além do mero registro assegurador dos direitos, o fundamental é que o
detentor desses direitos saiba que, garantida a proteção, abre-se a
possibilidade de realização de uma ampla gama de negócios capazes, aí sim, de
garantir os lucros inerentes à utilização da propriedade imaterial. O
empresário da informática pode imaginar muito bem o que um Contrato de Distribuição,
bem formulado, pode garantir de lucros diretos, com um mínimo de custos
inerentes. E isso vale para todo e qualquer ramo de atividade negocial,
bastando que o pequeno e médio empresário conscientize-se de que a proteção da
propriedade imaterial não é um "luxo". Antes, é uma necessidade inerente ao
nosso dia a dia.
Como dissemos,
nossa sociedade passa pela mais ampla transformação desde a revolução
industrial. Entramos, segundo os especialistas, na era da informação.
Informação em todos os níveis, desde o cultural, até o tecnológico. Informação,
que por mais que seja publicizada, para permitir sua utilização, tem uma origem
certa e, portanto, proprietários merecedores de resguardo. Aquele que detiver
esses meios de produção, cada vez mais acessíveis e próximos da nossa
realidade, certamente conseguirá vencer no mercado global definido no nosso
cotidiano. Já é mais do que hora do pequeno e médio empresário pensar a
respeito do assunto.
(**) Renato Adriano Martins é advogado, especializado nas áreas da propriedade
intelectual e do terceiro setor. É consultor jurídico, sócio da Martins
Consultoria Jurídica. Fale com o autor desse artigo através do e-mail soeconomia@soeconomia.com.br.
III) O Programa Latino
América RTV agora é exibido na tv a cabo: NET e TVA para
Curitiba e região metropolitana
A partir de sábado, dia 04 de março, o
programa é especial, no estúdio haverá a entrevista conduzida pela jornalista Vânia
Andreassi com o Deputado Estadual Rafael
Greca de Macedo.
Além disso o telespectador pode assistir reportagens sobre o Museu do Mate, a
Casa Valduga e sobre as livrarias em Buenos Aires.
Não deixe de conferir o programa nos seguintes horários:
NET - Canal 20:
Sábados e Domingos, as 19h30min;
Segundas-feiras, as 11h e 19h30min;
Terças e Quartas-feiras, as 11h;
Quintas-feiras, as 14h30min.
TVA - Canal 15:
Diariamente, as 22h30min.
O mesmo programa é exibido durante toda a semana, mudando sempre aos
sábados.
Para mais informações,
dúvidas ou sugestões, entre em contato com o Portal Soeconomia,
através do e-mail soeconomia@soeconomia.com.br.
Fonte: Star Veep Arts - Eventos e Produções Artísticas
(*) Paulo França é consultor em
economia, captação de recursos, investimento e financiamento; conferencista;
editor-chefe do Soeconomia e autor do Livro Captação de Recursos para Projetos
e Empreendimentos, publicado pela Editora Senac-DF. Fale com o jornalista econômico
pelo e-mail paulofranca@brturbo.com.br.
Para licenciar esse boletim para veículos de comunicação do
Brasil ou do Exterior, entre em contato pelos telefones (61) 3225-5286 ou (61)
8464-3186 (ou ainda pelo "e-mail" consultoria@paulofranca.com.br).
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