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Resultados da Indústria Automobilística Brasileira em novembro de 2009 e de jan. a nov. de 2009 PDF Imprimir E-mail

Publicado em 04 de dezembro de 2009 (17h55min)

Paulo França*

soeconomia@soeconomia.com.br

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Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) os resultados da indústria automobilística brasileira em novembro de 2009 e de janeiro a novembro de 2009 foram os seguintes:

- produção de 292.088 autoveículos em novembro de 2009, representando um decréscimo de 8,0% em relação a outubro de 2009 (317.439 unidades) e aumento de 48% comparando-se a novembro de 2008 (197.342 unidades). A produção nos onze primeiros meses de 2009 ficou em 2.930.900 unidades contra 3.118.928 unidades em igual período de 2008, apresentando queda de 6%;

- licenciamento de 251.698 autoveículos novos (nacionais e importados) em novembro de 2009, representando uma retração de 14,5% em relação a outubro de 2009 (294.466 unidades) e acréscimo de 41,5% comparando-se a novembro de 2008 (177.823 unidades). As vendas nos onze primeiros meses de 2009 ficaram em 2.848.214 unidades contra 2.625.864 unidades em igual período de 2008, apresentando elevação de 8,5%;

- a explicação para o aumento das vendas está no incremento do crédito (aumento de 153,4 bilhões para 155,1 bilhões), queda dos juros (de 18,9% para 18,6%) e diminuição da inadimplência (de 4,9% para 4,8%).

- exportação de 50.230 autoveículos (montados e CKD) em novembro de 2009, representando um acréscimo de 3,5% em relação a outubro de 2009 (48.546. unidades) e redução de 0,6% comparando-se a novembro de 2008 (50.528. unidades). A exportação nos primeiros onze meses de 2009 ficou em 422.998 unidades contra 691.003 unidades em igual período de 2008, apresentando queda de 38,8%;

- as exportações em valor ficaram em US$ 857.147.000,00 em novembro de 2009, representando um decréscimo de 0,6% em relação a outubro de 2009 (US$ 861.944.000,00) e decréscimo de 12,7% comparando-se a novembro de 2008 (US$ 982.057.000,00). As exportações em valor nos onze primeiros meses de 2009 ficaram em US$ 7.308.886.000,00 contra US$ 13.066.368.000,00 em igual período de 2008, apresentando queda de 44,1%;

- houve uma aumento de 2.093 postos de trabalho em novembro de 2009 (123.913 empregados) em comparação a outubro de 2009 (121.820);

- O estoque total está em 253.828 (30 dias em novembro de 2009), sendo 199.986 nas concessionárias (24 dias) e 53.482 nas fábricas (6 dias).  

- as previsões dos resultados para 2009 são: o mercado interno de autoveículos deverá apresentar em 2009 vendas de 3.100.000 unidades, com aumento de 10,3% em relação a 2008 (2.820.000 unidades). No tocante a vendas de máquinas agrícolas deverá haver queda de vendas de 1%, passando de 54.500 unidades em 2008 para 54.000 unidades em 2009. As exportações despencarão de 735 mil unidades em 2008 para 470 mil unidades em 2009, com significativa retração de 36%. As exportações em valores cairão 41%, sendo US$ 13,9 bilhões em 2008 e US$ 8,2 bilhões em 2009. A produção de autoveículos será de 3.216.000 unidades em 2009, mesma quantidade de 2008. Máquinas agrícolas apresentarão retração de 22,3%, com 85.000 unidades em 2008 para 66.000 unidades em 2009.

- as previsões para 2010 são as seguintes: vendas de 3.400.000 unidades de autoveículos (9,3% maior que 2009) e 54.500 unidades de máquinas agrícolas (1% maior que 2009). Exportações de 530.000 unidades (12,8% maior que 2009), com um valor de US$ 9.200.000.000,00 (12,2% maior que 2009). Produção de 3.390.000 autoveículos (5,4% maior que 2009) e 67.000 máquinas agrícolas (1,5% maior que 2009).  

As tendências macroeconômicas para 2010 são as seguintes:

- no cenário internacional os indicadores de produção seguem melhorando. A lenta melhoria no mercado de trabalho mantém acesa a discussão do tempo para retirada dos subsídios. A taxa de desemprego tem aumentado nos Estados Unidos e na Zona do Euro.

- existe um fosso entre os países em termos de recuperação econômica:

i) reação rápida (Ásia, especialmente China e Austrália; além do Brasil na América do Sul);

ii) reação lenta (nos países desenvolvidos, especialmente os Estados Unidos);

iii) situação bastante complicada (Japão, Reino Unido, Itália e Venezuela).

- a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) é a seguinte:  Estados Unidos (0,4% em 2008, -2,5% em 2009 e 2,5% em 2010) e Japão (-0,7% em 2008, -5,3% em 2009 e 1,8% em 2010).

- o valor do dólar deve recuperar um pouco do que perdeu até o próximo ano. A recuperação da economia norte-americana deve provocar aumento das taxas de juros no segundo semestre de 2010. A curto prao a pressão internacional levará a apreciação do Yuan, resultando em certa desvalorização do euro e do iene. Com a crise o governo chinês decidiu abandonar a  política de valorização progressiva do Yuan. Haverá necessidade de crescimento da oferta para suprir a demanda. O preço futuro do petróleo Brent está em recuperação.

- no mercado doméstico a situação externa ainda será bastante favorável em 2010. O déficit em transações correntes irá aumentar, devido à redução do saldo comercial. As reservas internacionais estão caminhando para R$ 262 bilhões. O crescimento do PIB do Brasil está em 5,1% em 2008, 0,2% em 2009 e 5,0% em 2010. Espera-se um crescimento no crédito e na renda, sendo um acréscimo entre 15% e 20% na concessão de crédito para pessoa física. A taxa de inadimplência da pessoa física está com queda. O crédito em relação ao PIB continuará crescendo.

- a continuidade do crescimento da economia brasileira, dos programas de transferência de renda e do reajuste real do salário mínimo garantirá o forte crescimento da massa real de rendimentos nos próximos anos (por volta de 6% ao ano até 2015).

* Paulo França é o Publisher do SOECONOMIA e Economista pela Universidade de São Paulo, com Cursos em Ciências Políticas e Administração de Empresas no Mestrado Stricto-Sensu. É articulista econômico em Jornal (Boletim de Notícias de Goiás), tendo também experiências em Revistas, Rádio, TV e Internet. Palestrante em diversos estados do Brasil ministrando cursos de captação de recursos para o terceiro setor e setores financeiro, em mineração, bens de capital, celulose,tecnologia, hotelaria, automotivo, entre outros. Consultor em investimento e financiamento. Criador do Soeconomia (veículo de comunicação, www.soeconomia.com.br). Autor do Livro Captação de Recursos para Projetos e Empreendimentos com 3.000 exemplares editados e disponível nas Livrarias Senac, Cultura, FNAC, MegaSaraiva, Submarino, entre outras.

 

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