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Publicado em 09 de
outubro de 2009 (17h35min)
Paulo França*
soeconomia@soeconomia.com.br
www.soeconomia.com.br
Estudo
da Websense, que está na quinta edição, mostra que funcionários brasileiros
reduzem pela metade tempo de navegação em sites não relacionados ao trabalho
durante o expediente
A Websense divulgou em 6 de outubro de 2009 os
resultados da quinta edição de sua pesquisa Web@Work América Latina. Nesta
edição de 2009, foram realizadas 700 entrevistas em companhias com o perfil de, no mínimo,
250 funcionários da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia,
México, Perú e América Central (100 entrevistas em cada país, sendo 50 com
funcionários e 50 com gerentes de TI). O estudo fornece o panorama atual das
práticas corporativas de segurança e dos hábitos de navegação na Internet dos funcionários, incluindo a percepção dos gerentes de TI
quanto à utilização interna da Web.
TEMPO GASTO — O estudo de 2009 confirmou uma tendência
em relação à quantidade média de tempo por semana que os funcionários no Brasil
admitem gastar navegando em sites não relacionados ao trabalho durante o
expediente: 1,91 horas (23 minutos por dia), uma diminuição considerável de 54,90%
sobre a média semanal apurada no ano passado (4,25 horas ou 51 minutos por dia).
Em contraponto, quando perguntado aos gerentes de TI brasileiros quanto tempo
eles acreditam que os funcionários gastam em média por semana explorando sites
não relacionados ao trabalho, a resposta foi de 5,3 horas, uma diminuição de 8,6%
em relação a 2008 (5,8 horas). "Ainda que confirme as tendências de queda dos
últimos anos, essa estatística mostra que ainda há um abismo entre a realidade
da navegação e a percepção dos gerentes em relação a essa realidade. Isso
mostra que somente a aplicação de tecnologia pode permitir um gerenciamento
adequado, sob o risco de se bloquear demais ou de menos.", explica Fernando
Fontão, Gerente de Engenharia de Vendas para América Latina da Websense.
COMPARAÇÃO REGIONAL — A média de tempo gasto em
navegação pessoal admitida pelos funcionários em toda a região é de 50 minutos
por dia (4,16 horas por semana), também menor que o apurado na pesquisa de 2008,
quando a média na América Latina foi de 1 hora por dia, ou 5 horas por semana.
Outros dados que merecem destaque: 39% de todos os funcionários entrevistados
admitiram passar mais de 50 minutos acessando sites não relacionados ao
trabalho, sendo que para os gerentes de TI esta percentagem é de 72%.
NAVEGAÇÃO PESSOAL — Houve mudanças quanto aos primeiros
colocados do ano passado. A navegação em sites financeiros e de Internet Banking
que encabeçava a lista dos mais acessados dentre os funcionários brasileiros em
2008 perdeu o posto para os sites de notícias (96% em 2009, aumento de 26% em
relação ao último ano), diminuindo em 8% e ficando em terceiro lugar com 66%. O
Brasil é o país com menos empregados que acessam este tipo de site na região
(que tem como líder a Argentina com 90%). O segundo lugar ficou com os sites
governamentais, que atingiram os mesmos 74% do ano anterior. Outros dados que
merecem destaque são os acessos aos sites de meteorologia (56%) e serviços de mensagens
instantâneas (36%), ambos estão no topo da lista da região. "À medida que o
governo disponibiliza mais serviços online para a comunidade como alternativa
para as filas, é natural que os cidadãos comecem a utilizar esses serviços, e
como acontece no princípio, a busca aumenta consideravelmente. Foi assim quando
houve o boom do Internet Banking, que agora está estabilizado porque a maioria
das pessoas consegue administrar suas finanças com menos acessos, e ficando
menos tempo conectados em cada acesso.", adiciona Fontão.
Na opinião dos gerentes de TI brasileiros 100% de seus
funcionários acessam sites financeiros e de Internet Banking durante sua rotina
de trabalho, seguido de sites de notícias (96%) e governamentais (92%). O
acesso aos sites que prestam serviços de mapas (Apontador.com e
GoogleEarth.com) surge como novidade na pesquisa e já ocupa a quarta colocação,
na visão dos gerentes de TI (80%).
COMPARAÇÃO
REGIONAL - Em toda a região, os acessos mais populares indicados pelos
funcionários foram os de notícias (85%), seguidos pelos de finanças e Internet Banking
(79%) e sites governamentais (75%). O hábito de acessar sites não relacionados
ao trabalho aumentou consideravelmente em endereços de jogos (saltou de 1% em
2008 para 7% em 2009). Sites que prestam serviços de viagens, P2P e
meteorologia obtiveram mais de 250% de aumento em relação ao ano passado. Nesse
quesito se fez valer a percepção dos gerentes de TI, que acreditam que seus
funcionários acessam em primeiro lugar sites de notícias (94%), seguido por
sites de finanças e Internet banking (92%) e governamentais (91%).
COMPUTADOR EM RISCO — É comum quando viajamos a
negócios conectar laptops à Internet a partir de um cyber-café ou do lobby de
um hotel. O que muitas pessoas não sabem é que estão correndo riscos de terem
seus computadores infectados ou invadidos por hackers. Quando perguntados se
acessariam redes wi-fi durante uma viagem de negócios, 37% de todos os
funcionários entrevistados deram o positivo como resposta, já 62% garante que
não acessam uma rede wireless de jeito algum quando estão fora do ambiente de
trabalho. O risco de invasão por e-mail é o que mais preocupa os funcionários
da região (45%), seguido pela Web (31%) e serviços de mensagem instantânea
(14%).
COMPARAÇÃO REGIONAL — Enviar documentos do trabalho
para o e-mail pessoal é a principal preocupação dos gerentes de TI brasileiros
(74%), mesmo com esse número elevado ficam atrás dos peruanos (78%) e da
América central (80%). O acesso aos sites de conteúdo adulto, acidental ou
propositalmente, segundo os gerentes de TI brasileiros, teve um aumento de 39
pontos percentuais em relação ao ano passado, onde alcançou 17% contra 56%
deste ano. 58% dos gerentes de TI do Brasil têm a preocupação de que seus
funcionários deixem o computador de trabalho nas mãos de um amigo ou membro da
família, enquanto que a menor média da região fica com os mexicanos (18%). "As
empresas estão cada vez mais entendendo o risco da exposição associada a uma
navegação sem controle, inclusive a fuga de informações (data leakage). É muito
difícil prevenir uma fuga monitorando-se somente palavras-chave ou expressões
regulares, mesmo em casos de ações que não são necessariamente, por si só, uma
fuga, como no caso de um funcionário que envia um documento de trabalho para
seu e-mail pessoal para continuar trabalhando de casa. É necessário entender a
importância do controle do acesso à Web no que se refere à aplicação de tecnologia
de DLP (Data Leakage Prevention), e é preciso tomar cuidado porque há muitos
produtos no mercado que prometem fazer DLP enquanto na verdade só permitem o
controle de algumas características, o que significa que impedem fugas de um só
tipo, enquanto todos os outros vetores por onde poderia ocorrer uma fuga,
acidental ou proposital, continam expostos. Temos vistos inúmeros clientes
comprarem produtos baseados na descrição, e só perceberem que esses produtos
não fazem o que eles precisam somente após a implementação", alerta Fernando
Fontão.
RISCO DE DEMISSÃO — Ameaças de demissão parecem ser a
norma nas empresas para que façam seus funcionários e gerentes de TI levarem a
sério a segurança na Internet. (74%) dos funcionários brasileiros acreditam que
seus empregos estarão em risco se forem pegos acessando sites de jogos durante
o trabalho. O vazamento de informações,
assim como no ano passado (74%), está no topo da lista das ações que podem
gerar demissão de um funcionário (90%) e, em seguida o acesso a sites de
conteúdo adulto (86%). Quando questionados sobre as práticas virtuais que
possam colocar seus empregos em risco, 86% dos gerentes de TI do Brasil
disseram que acreditam no risco de vazamento de informações, sendo este o maior
índice entre os países pesquisados, bem como na pesquisa anterior, aonde esse
número chegou a 64%. "Os próprios funcionários estão preocupados com fugas de
informação, entretanto é muito comum que esses mesmos funcionários procurem
formas alternativas de se resolver empecílios nos processos de trabalho quando
esses processos falham, e isso pode colocar a informação sob o risco de ir
parar nas mãos erradas. Somente a tecnologia apropriada pode prevenir as fugas
de informação sem interromper processos legítimos, que são necessários para a
continuidade dos negócios da empresa", lembra Fontão.
COMPARAÇÃO
REGIONAL — Os gerentes de TI colombianos (100%), acreditam que as atividades
relacionadas à Internet podem colocar em risco o emprego dos funcionários,
tornando o percentual acima da média. Em contrapartida, 12% dos gerentes de TI
argentinos pensam que não há nada que seus funcionários na Internet que coloque
em risco seus respectivos empregos. Ainda sobre os gerentes de TI colombianos:
72% acham que o abuso na utilização de serviços de mensagens instantâneas possa
causar demissão, enquanto que apenas 38% dos gerentes de TI do Brasil
compartilham da mesma idéia.
Sobre a Pesquisa Web@Work América Latina 2009
O estudo Web@Work América Latina, que está em sua quinta edição, é uma
pesquisa anual e completa da Websense para medir o uso de aplicativos e do
acesso à internet no ambiente de trabalho. Pesquisando tanto funcionários como
gerentes de TI, o estudo revela informações únicas sobre os hábitos de
navegação de funcionários, bem como a perspectiva de gerentes de TI sobre os
principais problemas de rede enfrentados hoje pelas organizações. A pesquisa
Web@Work foi comissionada pela Websense, Inc. e conduzida pela Dynamic Markets
Limited.
Metodologia da Pesquisa
Esta pesquisa foi comissionada pela Websense, Inc. e detalha a pesquisa
quantitativa com gerentes de TI responsáveis por segurança e usuários
(funcionários) em empresas com o mínimo de 250 funcionários, de diferenters
verticais, em 6 países da América Latina (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia,
México e Peru) mais a região da América Central. As entrevistas foram
conduzidas pela Dynamic Markets. No total, 700 entrevistas foram coletadas nos
países e região em questão, sendo que em cada país foram realizadas 50
entrevistas com funcionários de nível gerencial médio e 50 com gerentes de TI
responsáveis pela segurança de TI em suas empresas.
Sobre a
Websense, Inc.
A
Websense, Inc. (NASDAQ: WBSN), é líder mundial em soluções integradas para
segurança de Web, e-mail e
informação, oferece a Essential Information Protection™ (Proteção da Informação
Essencial) para mais de 44 milhões de funcionários de companhias no mundo
inteiro. Comercializado através de sua rede mundial de distribuidores, o software e as soluções da Websense
para segurança ajudam as empresas a bloquear código malicioso, prevenir perda
de informação confidencial e reforçar as políticas de uso e segurança de
Internet. Para mais informações acesse www.websense.com/brasil.
Acompanhe
a Websense no Twitter: twitter.com/websensebrasil
e twitter.com/websense.
* Paulo França é o Publisher do SOECONOMIA e Economista pela
Universidade de São Paulo, com Cursos em Ciências Políticas
e Administração de Empresas no Mestrado Stricto-Sensu. É articulista econômico
em Jornal (Boletim de Notícias de Goiás), tendo também experiências em
Revistas, Rádio, TV e Internet. Palestrante em diversos estados do Brasil
ministrando cursos de captação de recursos para o terceiro setor e setores
financeiro, em mineração, bens de capital, celulose,tecnologia, hotelaria,
automotivo, entre outros. Consultor em investimento e financiamento. Criador do
Soeconomia (veículo de comunicação, www.soeconomia.com.br). Autor do Livro
Captação de Recursos para Projetos e Empreendimentos com 3.000 exemplares
editados e disponível nas Livrarias Senac, Cultura, FNAC, MegaSaraiva,
Submarino, entre outras. |