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Crise não está inteiramente superada, avalia CNI PDF Imprimir E-mail

Publicado em 21 de setembro de 2009 (18h55min)

Paulo França*

soeconomia@soeconomia.com.br

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Brasília  Os  resultados  do  PIB  do  segundo  trimestre  deste  ano,  divulgados  pelo  Instituto  Brasileiro  de Geografia e Estatística  (IBGE),  não  significam  que a crise está inteiramente superada, segundo  avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em nota divulgada à  imprensa.  De  acordo  com  a  instituição,  a  queda  de  1,2% do PIB na comparação  com  o mesmo período do ano passado explicita os danos ainda  existentes,   apesar   do  crescimento  na  margem.  Para  a  CNI,  esse  comportamento  deverá  manter-se  no  terceiro  trimestre  do  ano, com a  reversão  nessa  base  de  comparação  devendo  ocorrer  apenas no último  trimestre de 2009.

Na nota, a CNI prevê que a indústria só apresentar resultado positivo na  comparação  anual  em  2010. O setor apresentou queda de 8,6% no primeiro  semestre  do ano ante o mesmo período do ano passado. E, segundo a CNI, a  indústria  deverá  manter  o  desempenho  negativo nessa comparação até o  quarto trimestre, fechando 2009 em queda em relação a 2008.

 PIB: crescimento no 2º trimestre foi impulsionado pela indústria

 O  PIB  referente  ao  segundo  trimestre  de 2009 cresceu 1,9% frente ao  trimestre  anterior em termos dessazonalizados¸ superior à nossa previsão  de  crescimento  de  1,4% para o período (realizada após a divulgação dos  dados do primeiro trimestre em junho último).

 Dois aspectos se destacam nesse resultado, reforçando a avaliação de que  os  momentos de maior dificuldade para a economia brasileira ficaram para  trás.  Primeiro, o crescimento da economia foi impulsionado pela expansão do consumo das famílias (2,1%). Segundo, o investimento (a formação bruta  de  capital  fixo  -- FBKF) interrompeu um movimento de queda intensa nos  dois   trimestres   anteriores,   registrando   estabilidade  no  segundo  trimestre. Ambos explicitam a reação da demanda doméstica.

 A  indústria foi o destaque positivo no trimestre. O PIB do setor cresceu  2,1%  frente ao trimestre anterior dado dessazonalizado, contribuindo  decisivamente para a expansão do indicador geral do PIB.

 Contudo,  esses  resultados  não significam que a crise está inteiramente  superada.  Comparativamente  ao  mesmo  trimestre  de 2008, o PIB mostrou  queda   de  1,2%,  o  que  explicita  os  danos  ainda  existentes.  Esse  comportamento  deverá  manter-se  no  terceiro  trimestre  do  ano, com a  reversão  nessa  comparação devendo ocorrer apenas no último trimestre de  2009.

 Observe-se que, nessa comparação, a indústria registra um quadro bastante  negativo,  com  queda  de  7,9%.  No primeiro semestre essa queda alcança  8,6%.  Esse  fato  reforça  as  expectativas de um desempenho negativo do  setor  no  ano e que a crise na indústria seja superada apenas no próximo  ano.

 O bom  resultado  do  segundo  trimestre  reduziu  o efeito carregamento  negativo.  Esse  efeito  que  pode  ser  lido  como  a  necessidade de  crescimento  do PIB no restante de 2009 para se igualar com o PIB de 2008,  que apresentava variação de -2,5% no primeiro trimestre do ano, passou  para -1,6% no trimestre seguinte. Esse comportamento conduz à necessidade  de  revisar  as  estimativas  para  o  PIB de 2009, que será publicada no  próximo Boletim de Conjuntura (final de setembro).

NOVA YORK, 21 de setembro /PRNewswire/ Mais de 35 milhões de pessoas em todo o mundo sofrerão de demência em 2010, de acordo com o Relatório Mundial da Doença de Alzheimer de 2009 (2009 World Alzheimer's Report) da Alzheimer's Disease International (ADI).

O novo relatório foi divulgado em 21 de setembro, o Dia Mundial da Doença de Alzheimer.

    Isto significa um aumento de 10 por cento sobre a prevalência global  anterior da demência, reportada em 2005 no The Lancet. Conforme o novo relatório, a prevalência da demência irá quase que dobrar a cada 20 anos, para 65,7 milhões em 2030 e 115,4 milhões em 2050.

    Conforme os pesquisadores, os aumentos na prevalência global da demência foram causados principalmente por novos dados de países com rendas baixas e médias. As estimativas são mais altas para três das regiões - Europa Ocidental (7,29% vs. 5,92%), Sul da Ásia (5,65% vs. 3,40%) e América Latina (8,50% vs. 7,25%); na Ásia Oriental as

estimativas são menores (4,98% vs. 6,46%) e na América do Norte são efetivamente idênticas.

    Os pesquisadores descobriram que 57,7% das pessoas com demência em 2010 moram em países de renda baixa ou média, aumentando para 70,5% até 2050. Adicionalmente, aumentos proporcionais, durante os próximos 20 anos, no número de pessoas com demência serão mais acentuados em países de renda baixa e média quando comparado com países de alta renda.

    "A informação contida no Relatório Mundial da Doença de Alzheimer de 2009 torna claro que a crise da demência e da doença de Alzheimer não pode ser ignorada", disse Marc Wortmann, Diretor-Executivo da ADI. "Se não for controlada, a doença de Alzheimer irá impor uma carga enorme aos indivíduos, famílias, infraestruturas de assistência médica e à economia global".

    "Há esperanças com a ação tomada através da melhoria e financiamento dos cuidados e serviços relacionados com a demência e do investimento em pesquisas", disse Wortmann. "A Austrália, França, Coréia e o Reino Unido desenvolveram planos nacionais de ação para a doença de Alzheimer e diversos outros planos estão atualmente sendo desenvolvidos. Encorajamos fortemente outros países a seguirem seu exemplo e fazerem da doença de Alzheimer uma prioridade.

    O impacto emocional e financeiro da demência

    O Capítulo 2 do relatório se concentra no impacto da demência. A demência tem impacto físico, psicológico e econômico não somente na pessoa com a doença, mas também nos cuidadores, na família e amigos da pessoa, no(s) sistema(s) de assistência médica e na sociedade. Por exemplo, as estatísticas citadas no novo relatório sugerem que de 40 a 75% dos cuidadores têm doença psicológica significativa como resultado de seu trabalho e que de 15 a 32% sofrem de depressão. O relatório também resume os desafios enfrentados pelos governos e sistemas de assistência médica em todo o mundo e oferece oito recomendações globais, baseadas nas descobertas do relatório.

    O Relatório Mundial da Doença de Alzheimer de 2009 completo, incluindo a metodologia usada para prepará-lo, pode ser acessado no endereço: http://www.alz.co.uk/worldreport .

    A demência é uma síndrome causada por doença cerebral e se caracteriza por uma deterioração progressiva e global das habilidades intelectuais, incluindo a memória, aprendizado, orientação, linguagem, compreensão e o julgamento. A doença de Alzheimer, em particular, é progressiva e fatal. Ela afeta principalmente pessoas mais velhas, especialmente aquelas maiores de 65 anos. Depois desta idade, a prevalência da demência duplica a cada cinco anos. A demência é uma das maiores causas de invalidez da velhice. A doença de Alzheimer é a causa mais comum de demência; a demência vascular, a demência com corpos de Lewy e a demência frontotemporal são as outras causas mais comuns.

    O dia 21 de setembro é o Dia Mundial da Doença de Alzheimer, quando as organizações aumentam a conscientização sobre a doença. Para mais informações, visite o endereço: http://www.alz.co.uk/adi/wad/ .

    A Alzheimer's Disease International é uma federação internacional formada por 71 associações para a doença de Alzheimer em todo o mundo. Cada membro é a associação nacional da doença de Alzheimer em seu país e dá apoio às pessoas com demência e suas famílias. A missão da ADI é melhorar a qualidade de vida das pessoas com demência e de suas famílias em todo o mundo. Visite o endereço: http://www.alz.co.uk/adi/ .

FONTE  Alzheimer's Association

                              21/09/2009

    CONTATO: Alzheimer's Association, 1-312-335-4078, media@alz.org

CNI defende renovação de preferências comerciais dos Estados Unidos

 Brasília. O  presidente  da  Confederação Nacional da Indústria (CNI),  Armando  Monteiro  Neto,  defendeu em reunião com o  secretário  de comércio dos Estados Unidos, Ron Kirk, que o Sistema Geral  de  Preferências  (SGP)  seja renovado pelo Congresso norte-americano sem  diminuição  da  lista  de  produtos.  Nós procuramos passar uma mensagem  muito clara de que o Brasil quer a manutenção do sistema, até porque como  não  temos um acordo bilateral de livre-comércio com os Estados Unidos, é  justo  que  o  Brasil  ainda  reivindique isso, afirmou, em conversa com  jornalistas após o encontro, em Brasília.

 Monteiro  Neto  relatou que o secretário se mostrou pragmático em relação  ao  tema,  tendo dito que o SGP não pode ser uma muleta permanente para o  Brasil.  O  presidente  da  CNI  também  informou  que  Ron Kirk designou  assessores  da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil para tratar do tema  com   mais  profundidade,  nos  próximos  meses,  com  representantes  da  indústria nacional.

 O  Sistema  Geral  de  Preferências  está  sendo  avaliado pelo Comitê de  Finanças do Senado norte-americano. A intenço do governo de Barack Obama  é  retirar  países  como  Brasil e Índia da cobertura desse sistema sob a  justificativa  de que são suficientemente desenvolvidos e não precisam de  tratamento especial para que seus produtos disputem o mercado dos Estados  Unidos.

 A  CNI informou ao secretário Ron Kirk que o SGP é imprescindível para os  cerca  de  4  mil  produtos brasileiros contemplados, o que corresponde a  cerca  de  15%  da  pauta  de  exportações para os Estados Unidos. Um dos  setores  que  têm  mais  produtos  na  lista do SGP é o de autopeças. Sem  acordo  de  livre-comércio  e  sem o SGP, esses 4 mil produtos teriam, na  avaliação   da   CNI,   grandes   dificuldades  para  entrar  no  mercado norte-americano.

 O  acordo,  porém,  poderá ser renovado automaticamente até o final deste  ano.  A  pauta  do  Comitê  de Finanças do Senado dos Estados Unidos está  carregada  e  os senadores podem não conseguir apreciar o acordo antes da  renovação automática, que seria válida por mais seis meses.

Mais comércio bilateral

 O   presidente  da  CNI,  Armando  Monteiro  Neto,  disse  também  que  o  representante  de  comércio  dos  Estados  Unidos,  Ron  Kirk, se mostrou  amplamente  favorável a procurar formas de aumentar o comércio bilateral.

 As  relações  comerciais  entre  os dois países são importantes, mas só  pequenas  levando-se em conta o dinamismo das duas economias, argumentou  Monteiro Neto.

 Segundo  Monteiro Neto, alguns temas abordados durante a reunião entre os  empresários  brasileiros e o representante norte-americano podem ajudar a  alavancar  o  comércio bilateral.  Falamos  de  acordos  de  proteção e  promoção  do  investimento e também do acordo para evitar a bitributação,  que é algo importante e que está parado, disse.

 Biocombustíveis

 Outro  tema sensível tratado no encontro com o secretário de Comércio dos  Estados  Unidos,  Ron  Kirk,  foi  o  de biocombustíveis. De acordo com o  presidente  da  CNI,  o  secretário sinalizou com uma ampla cooperação no  setor.  Os Estados Unidos são os maiores produtores de etanol no mundo e  reconhecem  que  temos  mais competitividade no etanol de cana-de-açúcar. Então,  há  muito espaço para cooperação, toda uma nova área de pesquisas para ser aproveitada?, afirmou.

 Também  participaram  do  encontro  com Ron Kirk o presidente do Conselho  Temático de Integração Internacional da CNI, Paulo Tigre, o presidente da  Coalizão    Empresarial    Brasileira    (CEB),    Carlos    Mariani,   o  diretor-executivo  da  CNI,  José  Augusto  Fernandes,  e  a  gerente  de  negociações internacionais da CNI, Soraya Rosar.

* Paulo França é o Publisher do SOECONOMIA e Economista pela Universidade de São Paulo, com Cursos em Ciências Políticas e Administração de Empresas no Mestrado Stricto-Sensu. É articulista econômico em Jornal (Boletim de Notícias de Goiás), tendo também experiências em Revistas, Rádio, TV e Internet. Palestrante em diversos estados do Brasil ministrando cursos de captação de recursos para o terceiro setor e setores financeiro, em mineração, bens de capital, celulose,tecnologia, hotelaria, automotivo, entre outros. Consultor em investimento e financiamento. Criador do Soeconomia (veículo de comunicação, www.soeconomia.com.br). Autor do Livro Captação de Recursos para Projetos e Empreendimentos com 3.000 exemplares editados e disponível nas Livrarias Senac, Cultura, FNAC, MegaSaraiva, Submarino, entre outras.

 

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