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Agronegócio, Aviação, Relação Brasil México, Varejo Sustentável, Posse e Construção Sustentável PDF Imprimir E-mail

Publicado em 25 de agosto de 2009 (17h50min)

Paulo França*

soeconomia@soeconomia.com.br

www.soeconomia.com.br

Congresso Brasileiro de Agribusiness

Ocorreu de 10 a 11 de agosto em São Paulo o 8o Congresso Brasileiro de Agribusiness.

Para Maggi, floresta deve gerar renda.

Mato Grosso e os Estados que compõem a Amazônia Legal vão defender na Conferência de Copenhague a proposta de que se possa negociar créditos de carbono das áreas de propriedades rurais que, segundo a legislação brasileira, têm autorização para derrubada de árvores. A conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre mudanças climáticas será realizada em dezembro.

"Temos que defender nossas ideias. Não podemos ir para Copenhague apenas com a posição de bater palmas", afirmou o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi (PR). Segundo as regras vigentes, 80% da área de propriedades rurais na Amazônia têm que ser mantida com floresta nativa. Há possibilidade de ocupação, com pastagens ou lavouras, dos outros 20%, mas o que os nove Estados da Amazônia Legal pretendem, de acordo com Maggi, é que parte da mata nesses 20% seja mantida em pé, com a contrapartida de negociação de créditos de carbono equivalentes ao que não foi derrubado.

Essa pode ser uma alternativa, avalia o governador, para que esses Estados obtenham renda com a preservação da floresta. O Protocolo de Kyoto, que estabelece metas de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa, do qual o Brasil é signatário, só prevê negociação de créditos de carbono em áreas em que a preservação não é mandatória. Assim, não é possível incluir a opção para os 80% que precisam ser mantidos de pé.

Ainda segundo Maggi, "o ritmo de desmatamento está diminuindo [no Estado], e isso não se conseguiu com a força, mas com diálogo". O ritmo de derrubada da floresta amazônica perdeu força neste ano em todo o país, mas cresceu no acumulado de 2008. No Brasil, a área desmatada cresceu 11,9% no ano passado, para 12,9 mil Km², segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Em Mato Grosso, a alta foi de 21,6%, para 3,2 mil Km². O Estado deve encerrar este ano com 2 mil Km² de área desmatada, estimou o governador. Na década, o recorde ocorreu em 2004, quando, segundo o INPE, foram desmatados 11,8 mil Km².

Maggi, que participou em São Paulo, do Congresso da Associação Brasileira de Agribusiness (Abag), também falou sobre mercado de grãos. Ele disse que o governo federal está "atrasado" no apoio à comercialização de milho em Mato Grosso. Com uma safrinha de milho de mais de 7 milhões de toneladas este ano, o Mato Grosso gerou um excedente de 3 milhões de toneladas. "Tem que ser retirado para o Nordeste, e tem que ter participação do governo", afirmou o governador. "Os silos na região produtora estão todos cheios, nunca vi tanto milho, tem milho a céu aberto."

O excedente ocorre em um momento em que o país tem dificuldade de exportar milho por conta do câmbio desfavorável e de uma demanda externa reduzida.

Diante do cenário e da perspectiva de aumento da área de milho, Maggi avalia instalar usinas de etanol à base de milho, com o objetivo de enxugar a oferta de anos com produção abundante. "Temos campo para duplicar, triplicar a produção de milho. Mas não tem o que fazer com ele, temos que pensar em seguir o programa americano do álcool de milho, nos preços hoje e pelos custos, mesmo sem o subsídio, podemos fazer algo sobre isso," declarou. As usinas entrariam em operação especialmente em anos em que o excedente cresça consideravelmente, deprimindo os preços.

Aviação

Labace 2009 aconteceu em São Paulo

Sexta edição da feira de aviação executiva ocorreu de 13 a 15 de agosto no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo

Maior evento de aviação executiva da América Latina, a Labace (Latin America Business Aviation Conference & Exibihtion) começou na quinta-feira, dia 13, em São Paulo.

Foi a 6ª edição brasileira do evento que reuniu 98 expositores e foi aberta ao público (com ingressos a R$ 80). Os maiores fabricantes de aviões executivos estiveram presentes como a Bombardier, Dassault, Cessna, Gulfstream e Raytheon, mas o lugar de honra foi mesmo da Embraer, que expõe os jatos Phenom 100 e 300, Legacy 600 e um mock-up do inédito Legacy 500, que voará em 2012.

A Labace foi realizada na antiga instalações da Vasp, em Congonhas, e abriu das 12h às 21h durante a semana e das 9h às 18h no sábado.

Relação Brasil México

São Paulo foi sede em 15 de agosto do Encontro Empresarial Brasil Méxixo, promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. A relação comercial entre Brasil e México é atualmente regida por três acordos, firmados no âmbito da ALADI: o ACE 53, o ACE 54 e o ACE 55.

As empresas mexicanas que mais investem no Brasil são principalmente o Grupo Carso (controlador da Embratel, Telemig e CAlro, com investimentos estimados em cerca de US$ 5 bilhões), o Grupo Bimbo (produtos alimentícios) e Coca Cola/Femsa.

Wal-Mart promove o 2º Prêmio Varejo Sustentável

Estão abertas as inscrições para o 2º Prêmio Varejo Sustentável Wal-Mart Brasil. A premiação é direcionada a estudantes de nível técnico e universitário, de qualquer área de formação, com interesse em buscar novas práticas para o desenvolvimento sustentável. A discussão proposta gira em torno de como satisfazer as necessidades do consumidor sem comprometer os recursos para as gerações futuras. As inscrições podem ser feitas até o dia 09 de outubro pelo site www.premiovarejosustentavel.com.br. Lá também é possível consultar o regulamento.

Posse

Tomou posse em 18 de agosto a nova presidente da Associação Paulista de Propriedade Intelectual, a braziliense Ivana Co Crivelli. A cerimônia ocorreu no Centro Britânico de São Paulo.

Construção Sustentável

O WTC Sheraton de São Paulo foi o palco do Simpósio Brasileiro de Construção Sustentável, que ocorreu em 24 de agosto. Foram abordados quatro painéis. O primeiro sobre "Mudanças Climáticas e a Construção Civil", o segundo sobre "Gestão e Inovação na Construção Sustentável", o terceiro sobre "Inovações e Soluções em Eficiência Energética" e o quarto sobre "Os Desafios da Sociedade frente às Mudanças Climáticas".

* Paulo França é o Publisher do SOECONOMIA e Economista pela Universidade de São Paulo, com Cursos em Ciências Políticas e Administração de Empresas no Mestrado Stricto-Sensu. É articulista econômico em Jornal (Boletim de Notícias de Goiás), tendo também experiências em Revistas, Rádio, TV e Internet. Palestrante em diversos estados do Brasil ministrando cursos de captação de recursos para o terceiro setor e setores financeiro, em mineração, bens de capital, celulose, tecnologia, hotelaria, automotivo, entre outros. Consultor em investimento e financiamento. Criador do Soeconomia (veículo de comunicação, www.soeconomia.com.br). Autor do Livro Captação de Recursos para Projetos e Empreendimentos com 3.000 exemplares editados e disponível nas Livrarias Senac, Cultura, FNAC, MegaSaraiva, Submarino, entre outras.

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