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Comércio entre Brasil e África do Sul PDF Imprimir E-mail

Publicado no www.braziliatoday.com em 09 de julho de 2009 (17h30min)

Paulo França*

soeconomia@soeconomia.com.br

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Em 2008 o Brasil exportou US$ 1.750 bilhão para África do Sul e importou US$ 770 milhões, perfazendo um superávit de US$ 980 milhões.

Os produtos brasileiros exportados para África do Sul são: óleo de soja, frango, açúcar, veículos automotores e carrocerias para veículos.

O Brasil foi afetado pela crise econômica, mas vem se recuperando. O crescimento do PIB brasileiro vem sendo acompanhado pelo aumento do PIB per capita. Apesar da crise econômica, o nível de emprego vem se mantendo.

Sul-africanos querem internacionalizar suas empresas

A ideia do governo sulafricano é aproveitar a onda da crise global e juntar esforços com emergentes, especialmente com o Brasil.

Em meio a crise econômica internacional, representantes de cerca de 40 empresas sul-africanas desembarcaram na terça-feira (7/7) em São Paulo, liderados pela vice-ministra de Indústria e Comércio Exterior da África do Sul, Thandi Tobias Pokolo. A iniciativa fez parte da estratégia do governo sul-africano de internacionalizar suas empresas.

Assim como o Brasil, a África do Sul quer graduar sua pauta exportadora ao País com vendas de autopeças, produtos químicos, eletrotécnicos e sistemas de segurança.

"Estamos com um governo democrático, o que facilitará o acesso aos recursos para as empresas sul-africanas", disse Thandi Tobias durante encontro na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

A vice-ministra também destacou a importância do acordo entre o Mercosul e seu país como forma de fomentar a relação entre as nações. A parceria já foi aprovada pela presidência brasileira, mas espera votação pelo Congresso Nacional.

A medida permitirá que a África do Sul, Botsuana, Lesoto, Namíbia e Suazilândia, que formam a União Aduaneira da África Austral (Sacu), ampliem as trocas comerciais com o bloco econômico sul-americano.

O acordo de comércio preferencial permitirá que cada bloco elabore uma lista de produtos que pagarão menos impostos de importação, que varia entre 10% a 100%.

União de esforços

A vice-ministra também destacou a importância da parceria Índia-Brasil-África do Sul (IBAS). Para ela, esta iniciativa é uma oportunidade para as economias emergentes juntar esforços em resposta à crise global.

Para o diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Newton de Mello, o Brasil tem grandes perspectivas no mercado sul-africano em diversos segmentos, como máquinas e equipamentos, alimentos, energia e mineração.

"Precisamos aumentar a participação brasileira no continente, e a economia sul-africana oferece grades oportunidades ao Brasil", explicou o dirigente da Fiesp.

Comércio

A troca comercial entre os dois países vem apresentando sucessivos aumentos. As vendas externas do Brasil à África do Sul saltaram de US$ 300 milhões em 2000 para US$ 1,7 bilhão em 2008. No entanto, nos primeiros cinco meses do ano, o Brasil viu suas vendas para o país africano caírem em 20%, em relação ao mesmo período do ano passado.

As vendas sul-africanas também apresentaram forte ritmo de crescimento a partir de 2002, passando de US$ 181 milhões para US$ 770 milhões, em 2008. Porém, os sul-africanos viram suas vendas despencarem em quase 50%, durante os seis primeiros meses de 2009, em comparação ao mesmo período do ano passado. A título de comparação, esta queda representa quase o dobro da redução das importações totais do Brasil, de 27%.

Embaixada da República da Namíbia

O SOECONOMIA recebeu e agradece da Embaixada da República da Namíbia a publicação SADC Newsletter (Comunicado para o Desenvolvimento da África Austral). O conteúdo do SADC em Desenvolvimento é o seguinte: 1) África do Sul - Setor Energético; 2) Angola - Esforços para Diversificação da Economia; 3) Indústria de Turismo e Viagens na Namíbia; 4) Tanzânia - A Ilha das Especiarias; 5) Zâmbia Sedia a Conferência Tripartido do Corredor Norte-Sul; 6) Zimbábue - Desenvolvimento no Zimbábue.

* Paulo França é o Publisher do SOECONOMIA e Economista pela Universidade de São Paulo, com Cursos em Ciências Políticas e Administração de Empresas no Mestrado Stricto-Sensu. É articulista econômico em Jornal (Boletim de Notícias de Goiás), tendo também experiências em Revistas, Rádio e TV. Palestrante em diversos estados do Brasil ministrando cursos de captação de recursos para o terceiro setor e setores financeiro, em mineração, bens de capital, celulose, tecnologia, hotelaria, automotivo, entre outros. Consultor em investimento e financiamento. Criador do Soeconomia (veículo de comunicação, www.soeconomia.com.br). Autor do Livro Captação de Recursos para Projetos e Empreendimentos com 3.000 exemplares editados e disponível nas Livrarias Senac, Cultura, FNAC, MegaSaraiva, Submarino, entre outras.

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