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Por Paulo França *
Publicado em 25 de maio de 2009 as 18h00
soeconomia@soeconomia.com.br
www.soeconomia.com.br
Artigo de José Otavio Menten **
Frente
à crise financeira globalizada que ameaça a economia produtiva, torna-se
crucial a saída tecnológica para
impulsionar os ganhos de produtividade.
Os
excelentes resultados da agropecuária nacional se devem, em grande medida, à
competência em pesquisa e decisivos investimentos de empresas, públicas e
privadas, em
tecnologia. Mas a onda demolidora dos ganhos no mercado
financeiro global tende a se espraiar, de forma igualmente deletéria, pela
chamada economia real - sobretudo nas cadeias produtivas de alimentos. Este
fato coloca em perspectiva ainda mais preocupante os desafios que o agronegócio
ainda enfrenta no país.
Os
novos ingredientes ativos de defensivos agrícolas, por exemplo, geraram
produtos com características agronômicas, toxicológicas e ambientais mais
eficazes e seguros - para os agricultores, os consumidores dos alimentos e o
ambiente. Por isso, é preocupante o reduzido número de defensivos agrícolas
modernos, à base de ingredientes ativos novos, à disposição dos agricultores.
As
pesquisas realizadas pelas empresas de síntese consomem cerca de 12% do seu
faturamento - aliás, superando, praticamente, todos os demais setores
industriais. Para que uma única nova molécula chegue, na forma de produto, até
as lavouras, são pesquisadas nos laboratórios cerca de 200.000 moléculas. O
desenvolvimento de cada novo ingrediente ativo demanda investientos em torno de
US$ 300 milhões.
O
registro de novos ingredientes ativos no país é de responsabilidade de três órgãos: Ministério da Agricultura; Instituto
Brasileiro de Meio Ambiente, IBAMA, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente; e
Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Anvisa, vinculada ao Ministério da Saúde.
O trabalho competente destes órgãos, aliás, conta com os aplausos e pleno apoio
do setor de defensivos agrícolas; afinal, o rigor dos seus critérios de avaliação
é a garantia de segurança e qualidade daqueles alimentos, com eles tratados,
que chegam às mesas dos consumidores.
A
legislação brasileira em vigor determina que a avaliação das solicitações de
registro deve ser concluída em 120 dias, o problema, porém, é que existem no
Brasil atualmente, cerca de 20 ingredientes ativos novos aguardando a liberação
do registro - alguns deles, protocolados desde 2003. Muitos desses produtos já
estão registrados em diversos países, cuja legislação é tão exigentes quanto às
do Brasil.
A
vagarosidade do país em aprovas tecnologias inovadoras pode afetar severamente
a produçã interna e a exportação de alimentos. É urgente, portanto, ampliar a
infra-estrutura funcional dos órgãos registrantes vinculados àqueles três
ministérios; eventuais dificuldades técnicas devem ser superadas com ações
coordenadas entre todos os segmentos envolvidos: Indústrias do setor,
institutos de pesquisa e técnicos e, técnicos e dirigentes daqueles órgãos.
* Paulo França é o Publisher do SOECONOMIA e Economista pela
Universidade de São Paulo, com Cursos em Ciências Políticas
e Administração de Empresas no Mestrado Stricto-Sensu. É articulista econômico
em Jornal (Boletim de Notícias de Goiás), tendo também experiências em
Revistas, Rádio e TV. Palestrante em diversos estados do Brasil ministrando
cursos de captação de recursos para o terceiro setor e setores financeiro, em
mineração, bens de capital, celulose,tecnologia, hotelaria, automotivo, entre
outros. Consultor em investimento e financiamento. Criador do Soeconomia
(veículo de comunicação, www.soeconomia.com.br).
Autor do Livro Captação de Recursos para Projetos e Empreendimentos com 3.000
exemplares editados e disponível nas Livrarias Senac, Cultura, FNAC,
MegaSaraiva, Submarino, entre outras.
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José Otavio Menten é diretor executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal
(ANDEF) desde abril de 2008. Formado em Agronomia pela Esalq/USP, possui
mestrado e doutorado em Fitopatologia pela Esalq/USP. É mebro de renomadas
associações científicas, como Soecidade Brasileira de Fitopatologia, Grupo
Paulista de Fitopatologia (1974), Associação Brasileira de Tecnologia de
Sementes e British Society for Plant Pathology. Foi professor associado da
Esalq/USP durante 22 anos.
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