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A economia brasileira após a crise PDF Imprimir E-mail

Publicado no Brazilia Today em 29 de abril de 2009 (11h35)

Paulo França (*)

soeconomia@soeconomia.com.br

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Os indicadores de conjuntura econômica indicam que a crise econômica mundial ainda traz incertezas para o Brasil. A empresa QuorumBrasil ouviu 500 pessoas das cidades de São Paulo, Salvador e Porto Alegre, para saber o quanto esta crise atingiu seu dia a dia e quais foram as ações para minimizar seu impacto.

Para a maioria das pessoas entrevistadas, esta crise tende a se estender até 2010.

A maioria indica que foi atingida de forma leve no seu dia a dia, no entanto, os moradores de São Paulo, as pessoas da classe A, aqueles com mais de 40 anos e as mulheres, foram os que sentiram de forma mais intensa esta crise.

A crise deve estabelecer um novo comportamento - Cortar ou evitar elevar as despesas naquilo que é controlável, foram as decisões para evitar que a crise impactasse mais fortemente no dia a dia. Existe a tendência de que esta crise estabeleça um novo comportamento, assim como na época em que trocamos nossas lâmpadas incandescentes por lâmpadas fluorescentes, ou seja, daqui para frente teremos pessoas mais cuidadosas com seus recursos.

Confiar desconfiando é a posição das pessoas em relação às ações do governo federal para controlar e minimizar o peso desta crise na rotina das famílias. Os jovens, as mulheres, os moradores de São Paulo e aqueles pertencentes à classe A, são os que menos confiam nas ações do governo. Exatamente os grupos que se sentiram mais atingidos.

Como não se endividar diante do desemprego - A Organização Internacional do Trabalho (OIT) anunciou recentemente que a crise vai gerar aproximadamente 50 milhões de desempregados até 2009 em todo o mundo, o que será trágico para muitos países. Para o Brasil a perspectivas para o futuro são assustadoras, todos analistas concordam que haverá reflexos da crise e um grande número de demissões já acontecem.

Em resumo, haverá uma reversão do quadro no qual o desemprego vinha caindo e é provável até que haja um pequeno aumento do desemprego, gerada em função da queda do consumo e das exportações. Assim é a hora das pessoas começarem a prevenir caso esses problemas venham a atingi-las.

Para isso elas devem começar a se preocupar com a educação financeira, poupando uma quantidade de dinheiro que permitam uma boa reserva financeira em caso da perda de empregos. Essa ação deve ser iniciada com um controle diário de todos os gastos por pelo menos 30 dias. É importante que sejam inclusos até mesmo os gastos que consideram irrelevantes, como gorjetas, cinema, um suco ou um salgado.

(*) Paulo França é o Publisher do SOECONOMIA e Economista pela Universidade de São Paulo, com Cursos em Ciências Políticas e Administração de Empresas no Mestrado Stricto-Sensu. É articulista econômico em Jornal (Boletim de Notícias de Goiás), tendo também experiências em Revistas, Rádio e TV. Palestrante em diversos estados do Brasil ministrando cursos de captação de recursos para o terceiro setor e setores financeiro, em mineração, bens de capital, celulose,tecnologia, hotelaria, automotivo, entre outros. Consultor em investimento e financiamento. Criador do Soeconomia (veículo de comunicação, www.soeconomia.com.br). Autor do Livro Captação de Recursos para Projetos e Empreendimentos com 3.000 exemplares editados e disponível nas Livrarias Senac, Cultura, FNAC, MegaSaraiva, Submarino, entre outras.
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