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26/05/08 - 16h43min
Os investimentos da Bunge Fertilizantes, de R$ 3,2 bilhões nos próximos três anos, referem-se a quatro
projetos de expansão da empresa, que devem resultar no acréscimo de 1,2 milhão
de toneladas de fósforo no mercado nacional e reduzir em mais da metade as
importações desse nutriente. Serão gerados 4.000
empregos diretos e indiretos.
Em 2007, o consumo interno de fósforo atingiu 4 milhões de toneladas, cerca de 50% suprido por importações.
A Bunge e a Fosfértil estão anunciando um
investimento total de R$ 3,2 bilhões em quatro novos projetos de expansão da
produção de fósforo e de outros produtos no Brasil, utilizados na fabricação de
fertilizantes e em nutrição animal e humana. Com esses novos projetos deverá
haver uma redução das importações (dois milhões de toneladas) e o acréscimo de
1,2 milhão de toneladas de fósforo no mercado interno, o que representa 30% da
demanda atual.
Fórum Cenários para o Agronegócio
Brasileiro
"A médio prazo mais da metade das
importações atuais dessas matérias primas será substituída por produtos
brasileiros", afirmou o presidente da Bunge Fertilizantes, Mário Barbosa,
durante o Fórum Cenários para o Agronegócio Brasileiro, realizado em São Paulo e promovido
pela Bunge Fertilizantes, em comemoração aos seus 70 anos de atividades no
País. Ele informa que em 2007 o consumo brasileiro de fósforo foi de 4 milhões
de toneladas, sendo que desse total, cerca de 50% foi suprido por importações.
A exploração do fosfato no Brasil se dá em minas existentes em São Paulo, Minas Gerais,
Goiás e Bahia, com as importações vindo principalmente dos EUA, Marrocos,
Rússia, Israel e Tunísia.
O grande destaque é o investimento de R$ 2
bilhões na mina de Salitre, em Patrocínio (MG), por meio da Fosfertil, que terá
capacidade de produção anual de 2 milhões de toneladas de rocha fosfática
(equivalente a 700 mil t de fósforo), que, junto com o ácido sulfúrico, será
usado na fabricação de ácido fosfórico, MAP (fosfato monoamônio), DAP (fosfato
diamônio) e TSP (superfosfato triplo). O projeto deverá entrar em operação em
2011.
Além de Salitre, já está em curso um
investimento de R$ 300 milhões para a expansão do complexo industrial da
Fosfertil de Uberaba (MG) e das minas de Tapira e Catalão. Com término previsto
para o início de 2010, este investimento aumentará a capacidade anual de rocha
fosfática em 340 mil t (equivalente a 120 mil t de fósforo) que, junto com
ácido sulfúrico, será usado na fabricação de ácido fosfórico, MAP, DAP e TSP. Abertura de nova mina de fósforo em Araxá (MG)
Outro grande projeto da Bunge é a abertura
de uma nova mina de fósforo em Araxá (MG), com capacidade anual de produção de
820 mil t de rocha fosfática (equivalente a 290 mil t de fósforo), que deverá
estar concluída já em 2009. O valor
desse investimento é de R$ 320 milhões.
Ainda entre os novos projetos está a
abertura para exploração de uma jazida de fosfato em Anitápolis (SC), a 100 quilômetros de
Florianópolis, por meio da subsidiária IFC (Indústria de Fertilizantes
Catarinense), com investimentos previstos de R$ 565 milhões. A capacidade anual
de produção desta mina, cujo início da operação está previsto para 2011, será
de 300 mil t de rocha fosfática (equivalente a 105 mil t de fósforo). O
investimento inclui a construção de uma fábrica de ácido sulfúrico e SSP
(superfosfato simples). O complexo deverá gerar 450 empregos diretos e 1.500
indiretos. Para Mário Barbosa, este projeto tem grande importância estratégica
para a agricultura da região sul e sudeste do Brasil. A área da mina em
Anitápolis é de 2 mil hectares e o local previsto para a instalação da unidade
industrial de fabricação de fertilizantes já está preparado há 20 anos, mas não
existia viabilidade econômica, devido à difícil exploração da jazida e ao baixo
preço do fertilizante fosfatado. "A alta cotação dos grãos e dos
fertilizantes no mercado internacional tornou viável o projeto", explicou
o executivo.
Com mais de 3.500 funcionários, 250
agrônomos e 60 mil clientes, a Bunge Fertilizantes atua em todas as etapas da
produção de fertilizantes. Suas operações começam na mineração de rocha fosfática
e calcário, passam pelo processamento químico e vão até a entrega do produto
final: fertilizantes, calcário para correção do solo e componentes para
nutrição animal.
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