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15/03/07 - 7h48
O setor de
projetos, que fatura cerca de R$ 4 bilhões anuais, pode viver seu melhor
momento após 25 anos de recessão setorial
O presidente Lula destacou ontem,
13/3, na abertura da Feicon, em
São Paulo, a importância do projeto para fazer deslanchar os
investimentos do PAC. "Se, até a data marcada, não tiverem [Prefeituras e
Estados] um projeto executivo pronto para licitar e começar a obra,
transferiremos o recurso a outro projeto, a outro Estado, a outra cidade",
enfatizou Lula. Essa afirmação do presidente da República soma-se à feita pelo
secretário de Planejamento e Investimentos do Ministério do Planejamento, Ariel
Pares, em Brasília, no início de março, de que o setor de projetos poderá
triplicar seu faturamento com a implementação do PAC.
Como o segmento de projetos de
arquitetura e engenharia representa o elo inicial dos empreendimentos públicos
e privados, pois é a base para a licitação de obras e, posteriormente, para sua
execução, ele é fundamental para que um programa como o PAC seja bem-sucedido. Assim,
as duas proposições - do presidente Lula e de Ariel Pares - estão sendo
entendidas pelo setor de projetos como um desafio a ser enfrentado - para isso,
já aconteceram duas reuniões, uma em São Paulo e outra em Brasília, com empresários da
área, neste início de março. O setor de
projetos está pronto para atender as demandas
Depois de passar cerca de 25 anos
padecendo da falta de investimento em infra-estrutura e do constante desmonte
de equipes técnicas, o setor de projetos está preparado para atender às
demandas anunciadas pelo presidente Lula, que foi enfático ao afirmar que os
recursos para projetos executivos serão contínuos e não haverá
contingenciamentos. "O Sinaenco está mobilizando o setor e garante que em 2008
será possível que as licitações de obras sejam feitas, porque os projetos
executivos já terão sido elaborados", explicou o presidente do Sindicato
Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco), José
Roberto Bernasconi em reunião com o presidente da República, após a abertura da
Feicon.
Segundo o presidente Lula, o governo
não quer ficar com dinheiro em caixa, de forma a "engordar" o superávit
primário no final do ano. "Se até tal data não cumprir, o dinheiro será
deslocado para outro lugar que tenha projeto pronto, porque quando a gente
disponibiliza dinheiro, nós queremos gastar cada centavo. Nós estamos cansados
de ver, nos últimos 30 anos, ser anunciado dinheiro e, no final do ano, o
dinheiro anunciado volta para o Tesouro porque as prefeituras não tinham
projetos, porque não estavam preparadas para construir a obra", reiterou.
País tem potencial
para crescer 7% ao ano
Bernasconi ressaltou que o PAC está
no caminho certo quando aposta num maior crescimento do país, em torno de 7%. Porém,
afirma que, caso o Brasil mantenha os níveis atuais de crescimento, o país terá
em 2022 um PIB per capita apenas equivalente ao que o Chile, por exemplo,
possui hoje.
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