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06/02/07 - 09h33
O Fundo de Investimentos do Fundo de
Garantia do Tempo de Serviço FI-FGTS, uma das iniciativas do Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC), será um importante financiador de obras de
infra-estrutura em setores estratégicos da economia do País. Inicialmente, o
FI-FGTS terá R$ 5 bilhões - valor que poderá chegar a R$ 17 bilhões nos
próximos anos para investir em energia, rodovia, ferrovia, porto e saneamento.
Com os recursos disponíveis para
investimentos, o Fundo poderá financiar no máximo 30% de cada empreendimento,
que será analisado pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Conforme a medida provisória do
FI-FGTS enviada ao Congresso Nacional, a regulamentação do novo FI-FGTS será de
responsabilidade da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Os gestores do fundo
serão fiscalizados pelo Banco Central e pela CVM. O Fundo de
Garantia conta com ativo de R$ 184,3 bilhões
Não serão, portanto, utilizados
recursos das contas vinculadas dos trabalhadores. Os R$ 5 bilhões iniciais,
mais os outros R$ 12 bilhões estimados para o futuro, sairão do patrimônio
líquido do FGTS. O Fundo de Garantia conta com um ativo de R$ 184,3 bilhões,
dos quais R$ 78 bilhões estão investidos em habitação e saneamento, áreas que
tradicionalmente recebem investimentos do Fundo e que seguirão com seus
recursos preservados. Já R$ 68,7 bilhões estão aplicados em títulos públicos,
sendo que deste montante, R$ 21,1 bilhões formam seu patrimônio líquido. Os R$
5 bilhões inicialmente previstos sairão destes R$ 21,1 bilhões, sem prejuízo da
conta do trabalhador.
O novo fundo abrirá, posteriormente,
a opção para receber aplicações dos próprios trabalhadores de até 10% dos
recursos de sua conta vinculada do FGTS. Isso depois de o Conselho Curador do
FGTS avaliar o potencial de retorno dos investimentos iniciais. É como se o
Conselho só autorizasse o investimento do trabalhador em algo já testado e
conhecido, como ocorreu com as aplicações na Petrobras e Vale do Rio Doce. Por
isso, não está disponível para o trabalhador a possibilidade de aplicação no
momento zero do FI-FGTS, disse o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.
O Conselho
Curador do FGTS
O FI-FGTS começou a ser idealizado
pelo governo federal em maio de 2006. A proposta foi aperfeiçoada em várias
rodadas de reuniões, envolvendo representantes do governo, lideranças
empresariais e sindicais e técnicos do Conselho Curador do FGTS. Em agosto,
recebeu aprovação do Conselho Curador.
Além de não comprometer o patrimônio
dos trabalhadores, o novo Fundo de Investimentos do FGTS terá um relevante papel
indutor de investimentos na infra-estrutura do Brasil, gerando novos postos de
trabalho consequentemente, retroalimentando o próprio FGTS com novos
depósitos - e dinamizando a economia como um todo. A expectativa é que os R$ 5
bilhões inicialmente investidos pelo Fundo, mais os demais R$ 12 bilhões
posteriores, impulsione outros R$ 56 bilhões em investimentos privados nas
obras de infra-estrutura do País, atacando gargalos que prejudicam o
crescimento sustentado da economia. |