24/11/06 - 11h46
Paulo França, Criador e Responsável
pelo Portal Soeconomia, concedeu entrevista, durante 24 minutos, para o Falando
Sério, que foi veiculado pela TV Brasília e pela Pay TV (Rede Nacional) no
DOMINGO (19/11), às 22h30. A reprise será no SÁBADO (25/11), às 13h00, na TV Brasília. O tema da
entrevista é sobre a possibilidade da economia brasileira crescer 5% a partir
de 2007. A íntegra da entrevista será transcrita em breve no Portal Soeconomia. Agradecemos a colaboração do publicitário Isto (coordenador da Esfera de Goiânia), conhecido como orientador do Dhomini (vencedor do Big Brother III), devido às dicas concedidas para a entrevista.
Leia
a seguir a entrevista de Paulo França para o Falando Sério: "Sobre a situação econômica do
Brasil, pergunto a Paulo França, que se estabeleceu como consultor de empresas,
um paulista com 9 anos em Brasília, com diversos trabalhos publicados, um homem
que está sempre acompanhando o mercado.
Por que o Brasil não cresce, como os
demais países emergentes? O pais cresce com taxas menores de 3%. O Brasil vem
crescendo pouco por falta de investimentos em infraestrutura. As
estatísticas apontam que o Brasil vem crescendo pouco por falta de investimentos
em infraestrutura. No
segundo trimestre de 2005 o crescimento foi de 4,4% e 2,2% no segundo trimestre
de 2006. O crescimento vem caindo trimestre a trimestre. Não é que a gente não
esteja crescendo com menor velocidade. No segundo trimestre de 2005, o
crescimento foi de 3,1%; no quarto trimestre de 2005, 2,3% de crescimento; e no
primeiro trimestre de 2006, 3,4%. Nós continuamos crescendo com uma velocidade
maior, por que isso?
O exportador pega um dólar e vale R$
2,15. O governo fez de tudo para elevar a cotação, gastou US$ 80 bilhões,
quitou US$ 73 bilhões em dívida externa, aumentou o prazo, que os dólares ficam
no exterior, para evitar que haja mais dólares e caia a cotação. Os setores
muito sensíveis, como têxtil e confecções, com concentração maior em São Paulo e no Rio
Grande do Sul, estão sofrendo, são intensivos em mão de obra, geram muitos
empregos, estão demitindo, se exportam menos, geram menos empregos. A China
incentivou a ida de 1.000 gaúchos para produzir calçados lá.
A entrevista de um economista
norte-americano indicou que os empresários brasileiros estão investindo nos
EUA, como grandes investidores.
Deus é brasileiro, mas mora em Miami. A Agência
de Exportações do Brasil colocou uma base de exportação em Miami, há estimativa
que US$ 100 bilhões de brasileiros estejam investidos no exterior. Está mais
atrativo para o investidor pensar em investir na China ou na Índia,
infelizmente para quem está aqui.
Essa história do dólar, que está
baixo, por um problema brasileiro, por um excesso de dólares, o dólar também
está em baixo no mundo?
A previsão para 2007 é de US$ 40
bilhões de superávit primário, o grande volume de exportações gerou uma grande
enxurrada de dólares. Muita exportação, principalmente produtos básicos,
commodities, o que gerou queda do dólar. Ainda é uma moeda de referência, mas o
euro ganhou sua importância., devido à integração dos países da União Européia.
A cotação do dólar também caiu em outras praças financeiras como Washington,
Londres, Tóquio e Frankfurt. Na dúvida não se compra nem dólar, nem euro, é
melhor comprar ações ou imóveis, como os americanos, que investem em ativos. Com exceção
daqueles que precisam fazer uma viagem para o exterior. A economia americana também
tem problemas, está se desacelerando, os consumidos estão envidividados no cartão
de crédito.
Por que o Brasil não cresce?
Um estudo do IPEA, órgão do governo
federal, vinculado ao Ministério do Planejamento, aponta que existem gargalos
impedindo o crescimento como necessidade de investimentos em portos, rodovias,
setor elétrico, déficil do Ibama, crise nos aeroportos (controladores de vôo),
entre outros. Além disso há grande concorrência por investimentos, competição
internacional, fazendo o Brasil competir com outros países para atrair novos
investimentos. O Brasil deve se tornar grau de investimento (investment grade) a partir do final de
2008, sendo que o México e o Chile já o são".
Política é assunto complicado.
Ministros, parlamentares e autoridades em geral aparecem, rapidamente, nos
noticiários para explicar em poucas palavras assuntos específicos. O programa
Falando Sério, apresentado pelo jornalista André Gustavo Stumpf, vai na
contramão dessa velha fórmula. O político, seja autoridade, deputado ou senador
(o programa recebe um único convidado por edição), fala de seus objetivos, sua
história e comenta os principais assuntos da semana. A conversa gira sempre
sobre perspectivas de cada um, realizações, projetos e eventuais decepções. Parte
da história recente do país já foi discutida no programa. Falando Sério é uma
animada e proveitosa conversa sobre a atualidade política do Brasil.
O
apresentador 
André Gustavo Stumpf formou-se na
Universidade de Brasília em 1970, mas desde 1967 trabalhava como repórter. Nasceu
em Petrópolis, Rio de Janeiro. Em Washington, concluiu curso de pós-graduação em Política Latino-Americana,
na John's Hopkins University. Em Roma foi correspondente de vários jornais. Na
sua volta ao Brasil lecionou na Universidade de Brasília e assumiu diversos
cargos no jornalismo brasileiro, como o de diretor de Redação do Diário de
Pernambuco, coordenador de Política do Jornal do Brasil, editor de suplementos
e de opinião do Correio Braziliense e chefe de redação das revistas Veja e Isto
É, em Brasília. Em
1979, André Gustavo e o jornalista Merval Pereira ganharam o Prêmio Esso de
Jornalismo com o livro "A Sucessão de Geisel". Atualmente, além de
apresentar o Falando Sério, é superintendente da TV Brasília.
O
entrevistado 
Paulo
França é economista pela Universidade de São Paulo, com
Cursos em Ciências Políticas e Administração de Empresas. É articulista
econômico em Jornais, Revistas e TV, com experiências na TV Bandeirantes do
Distrito Federal, Revista Frade e Jornais de São Paulo. Conferencista em vários
estados ministrando cursos de captação de recursos para setores de turismo, financeiro,
em mineração, bens de capital, celulose, tecnologia, automotivo, entre outros. Consultor em
investimento e financiamento. Criador do Soeconomia (veículo de comunicação). Autor
do Livro Captação de Recursos para Projetos e Empreendimentos, com 3.000
exemplares editados e distribuição nacional. Entrevistado recentemente para
o Acorda Brasília e o Jornal Local da TV Brasília.
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